segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Óculos




Óculos. Oclinhos. Dois olhinhos. Grandes. Imensos. Coloridos. Futa cor... Tá! Ela usa um, ele outro, o fulano outro do outro. E assim segue a árvore genealógica. Quanto maior melhor a visão. Será?!

"Um dia, aos seis anos declarei não ter condições de ler uma letra no quadro negro" - confessou usuária de óculos. Mãe baixinha acha que é conversa. "Que nada!" 


Pés no chão porque o grau é grande. Escola lotada e uns fulanos gritando: Olha a quatro olho! Os apelidos chegam de surpresa. Mas logo uma vitrine denuncia a ânsia de se ter todos os modelos. "Moço, aquele. Aquele outro. Não, o outro. Sim! Esse mesmo" - prosseguimos.


Um dia de mar. Outra denúncia realizada: NÃO SE PODE ENTRAR NO MAR COM ÓCULOS! Mas, uma livraria já vem ao seu alcance. Livros, mesas, sofás. Algumas letras e já basta o óculos se animar. Noite em claro. Óculos esbugalhados. Uma noite para acalentar a euforia do senhor Óculos. Relógio começa a falhar. Olhos voltam a trabalhar intensamente, ou melhor, a mente. 


Sonos entram em ação.



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