terça-feira, 14 de maio de 2013

[Talvez um café]

Dia pouco nublado, mas nada de pingos d'água. Apenas mãos dadas adentrando em um lugar jamais entrado antes. Risos soltos no ar. Quase um fundo de quintal, jarros espalhados em uma parede. Mesa envelhecida. Olhares para o nada com sentido de tudo. 

Moça bonita repara o moço bonito com pose de nobre. Taça, uma gelada e um livro figurando o enredo. Olhares constantes voltam a transitar o local. Parede com contorno de giz. Clorflex, florbex... Um simples baguete na chapa minado de queijo do reino. Mordidas compõem a sonora do sereno momento.

Presença clara e cheia de ar. Entre crocs, crocs, uma espécie de entrevista é posta para moça bonita. Moço cheio de interrogações para receber as respostas. Lado tímido surge no enredo. Responde com a singularidade que possui. 

Composta de um detalhe, considera-se singular no existir:

- Este lugar já tem um grande sentido - cores estampam os sentidos.

Papel estipulando um determinado valor. Nada trocaria o detalhe dessa moça. O café entra no cenário. Piso de madeira. Algumas almofadas. Uma mesa velha. Mãos dadas. Concretização.