sexta-feira, 12 de abril de 2013
Vermelho
Menininha. Vestido estampado. Chinelo nos pés. Olhos voltados? Para ela? Imagina, apenas pessoas estranhas em um mundo próprio [singular]. Enredos sendo desenrolados. Euforia toma conta da pequenina. Ué! Mas cadê Clarice? Aquela tal Lispector...? O silêncio pairou. Sem algum problema pairou.
Por enquanto, ela arruma o vestido e suas estampas. Diadema na cabeça consegue completar sua composição. Olhos novamente voltados. "Será tão difícil ser incomum?" Surpreende. Faz parte do seu devido contexto. Abrangente, logo reprimida. Feição inocente. Logo, atraente no exterminar.
Significado de plena e terna. Surge um talvez. Alguns se levantam e defendem. Sorrisos. Embaraçados embaralhados. Ah, uma redundância. Olhos voltados. De novo! Levanta e segue. Põe uma errata no quadro branco: Alô, povo sem olhos! A singela apenas tenta se expor. Vestido estampado agradece"! [errata concluída].
Menininha. Pequenez. Grande. Clama um moço bonito.
Cor de laranja nos pés. Fruta cor de citrus. Dedos melados de cominhos de laranja. "Corre! Pois o vestido vai se sujar"! Ela escapou a tempo. Volta com uma pequena carta nas mãos. Um selo.
"Sonha, pequena! O mundo é real." [com reticências no final]
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