Cabelos longos, salto alto, um mero blush para esconder o rosto. Uma composição quase tão plural presente em uma sala de aula. Alunos longe, conversa jogada, um iPad em jogo. Eis que surge um comentário pouco sem nexo. Gargalhadas são soltas no ar. Falando em ar, o calor é um dos mais calorosos.
Menino de barba tira do bolso pequeno da calça jeans, um bombom de hortelã. O cheiro chega na comissão de frente. A moça com olhos compridos, quase babando, almeja o tão bombom. Professora no cenário apagado entra em cena com assuntos sobre jornalismo opinativo. Estudantes relevam o assunto. A conversa ganha a cena e segue prevalecendo.
Editorial? Puta merda! Falhou no meio. Pose de jornalista à paisana com um bloquinho de anotações. Pois há um conteúdo no quadro, que por sinal, não é negro.
Menina do lado esquerdo da sala (de alguns m²) deseja uma leitura imediata. Cantoria surge no fundão. Outra garota levanta-se para copiar o tal assunto irrelevante. [barulho de caneta]
Quase uma sincronização com o auê pairado no pequeno espaço. Metro quadrado contendo cadeiras, ao invés de carteiras.
Ditado de nomes. "Eu! Aqui! Presente!" [gritam]
Sexta-feira, uma noite para ser degustada com o cenário imposto no piso.
Nenhum comentário:
Postar um comentário